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judeus historia
Judeus PR.amilton felix Um judeu (em hebraico: יְהוּדִי, transl. Yehudi, no singular; יְהוּדִים, Yehudim, no plural; ladino: ג׳ודיו, Djudio, sing.; ג׳ודיוס, Djudios, pl.; iídiche: ייִד, Yid, sing.; ייִדן, Yidn, pl.) é um membro do grupo étnico e religioso originado nas Tribos de Israel ou hebreus do Antigo Oriente. O grupo étnico e a religião judaica, a fé tradicional da nação judia, são fortemente inter-relacionados, e pessoas convertidas para o judaísmo foram incluídas no povo judeu e judeus convertidos para outras religiões foram excluídos do povo judeu durante milênios. Os judeus foram palco de uma longa história de perseguições em várias terras, resultando numa população que teve frequentemente seus números e suas distribuições alteradas ao longo dos séculos. A maioria das autoridades coloca o número de judeus entre 12 e 14 milhões, representando 0,2% da atual estimada população mundial. De acordo com a Agência Judia para Israel, no ano de 2007 havia 13,2 milhões de judeus mundialmente; 5,4 milhões (40,9%) em Israel, 5,3 milhões (40,2%) nos EUA, e o resto distribuído em comunidades de vários tamanhos no mundo inteiro. Esses números incluem todos aqueles que se consideram judeus se ou não se afiliaram, e, com a exceção da população judia de Israel, não inclui aqueles que não se consideram judeus ou que não são judeus por halachá. A população total mundial judia, entretanto, é difícil para medir. Além das considerações haláhicas, há fatores seculares, políticos e identificações ancestrais em definindo quem é judeu que aumentam o quadro consideravelmente. História Os hebreus eram um povo de origem semita (os semitas compreendem dois importantes povos: os hebreus e os árabes), que se distinguiram de outros povos da antigüidade por sua crença religiosa. O termo hebreu significa "gente do outro lado do rio”, isto é, do rio Eufrates. Os patriarcas Os hebreus eram inicialmente, um pequeno grupo de pastores nômades, organizados em clãs ou tribos, chefiadas por um patriarca. Conduzidos por Abraão, deixaram a cidade de Ur , na Mesopotâmia, e se fixaram na Palestina (Canaã a Terra Prometida), por volta de 2000 a.C. A Palestina era uma pequena faixa de terra, que se estendia pelo vale do rio Jordão. Limitava-se ao norte, com a Fenícia, ao sul com as terras de Judá, a leste com o deserto da Arábia e, a oeste com o mar Mediterrâneo. Governados por patriarcas, os hebreus viveram na palestina durante três séculos. Os principais patriarcas hebreus, foram Abraão (o primeiro patriarca), Isaac, Jacó (também chamado Israel, daí o nome israelita), Moisés e Josué. Por volta de 1750 a.C. uma terrível seca atingiu a Palestina. Os hebreus foram obrigados a deixar a região e buscar melhores condições de sobrevivência no Egito. Permaneceram no Egito, cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós. Liderados então, pelo patriarca Moisés, os hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., retornando à Palestina. Essa saída em massa dos hebreus do Egito é conhecida como Êxodo. Os juízes De volta à Palestina, sob a liderança de Josué, os hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu e , posteriormente, contra os filisteus. Josué (sucessor de Moisés), distribuiu as terras conquistadas entre as doze tribos de Israel. Nesse período os hebreus, passaram a se dedicar à agricultura, a criação de animais e ao comércio, tornavam-se portanto sedentários. No período de lutas pela conquista da Palestina, que durou quase dois séculos, os hebreus foram governados pelos juízes. Os juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de forma enérgica, não tinham uma estrutura administrativa permanente. Entre os mais famosos juízes destaca-se Sansão, que ficou conhecido por sua grande força, conforme relata a Bíblia. Outros juízes importantes foram Gedeão e Samuel. Os reis A seqüência de lutas e problemas sociais criou a necessidade de um comando militar único. Os hebreus adotaram então, a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus. O primeiro rei dos hebreus foi Saul (1010 a.C.). Depois veio o rei Davi (1006-966 a.C.), conhecido por ter vencido os filisteus (segundo a Bíblia, ele derrotou o gigante filisteu Golias). Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou-se a capital política e religiosa dos hebreus. O sucessor de Davi foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica e seu reinado marcou o apogeu do reino hebraico. Durante o reinado de Salomão (966-926 a.C.), houve um grande desenvolvimento comercial, foram construídos palácios, fortificações, a construção do Templo de Jerusalém, criou um poderoso exército, organizou a administração e o sistema de impostos. Montou uma luxuosa corte, com muitos funcionários e grandes despesas. Para poder sustentar uma corte tão luxuosa, Salomão obrigava o povo hebreu a pagar pesados impostos. O preço dessa exploração foi o surgimento de revoltas sociais. Com a morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão religiosa e política das tribos e o fim da monarquia unificada. Formaram-se dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o reino de Israel, com capital em Samaria e, ao sul, as duas tribos restantes formaram o reino de Judá, com capital em Jerusalém. Em 722 a.C., os reinos de Israel foram conquistados pelos assírios, comandados por Sargão II. Grande parte dos hebreus foi escravizada e espalhada pelo Império Assírio. Em 587 a.C., o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandados por Nabucodonosor. Os babilônios destruíram Jerusalém e aprisionaram os hebreus, levando-os para a Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia. Os hebreus permaneceram presos até 538 a.C., quando o rei persa Ciro II conquistou a Babilônia, e puderam então à Palestina, que se tornara província do Império Persa e reconstruíram então o templo de Jerusalém. A partir dessa época, os hebreus não mais conseguiram conquistar a autonomia política da Palestina, que se tornou sucessivamente província dos impérios persa, macedônio e romano. Em 332 a.C. os persas foram derrotados por Alexandre, o Grande, e os macedônios e gregos passaram a dominar a Palestina. Em 323 a c Alexandre morre deixando um grande legado helenístico. Enquanto isso, uma contenda pelo poder deixado por Alexandre irrompeu entre seus generais, resultando no desmembramento de seu império e no estabelecimento dum número de novos reinos. Os Reinos Helenísticos foram: Reino Selêucida, Reino Ptolomeu, Reino de Pérgamo e o Reino Antigônido. A Palestina ficou sob o domínio dos ptolomeus de 321 a C a 198 a C sendo anexado ao domínio Selêucida em 198 a C até 167 a C quando se inicia a revolta dos Macabeus. DINÁSTIA HASMONEANA Os Macabeus eram uma família judaica que encabeçou a revolta contra as forças Sírias de AntiocoIV e rededicou o Templo a Jeová, pois este havia sido violado e dedicado a Zeus. Um dos líderes foi Judas, que recebeu a alcunha de Macabeu (martelo) por sua força e determinação. Mais tarde toda a família ficou conhecida por Macabeus.Deu-se em 135 a.C. e foi a chamada revolta Hasmoniana (Hasmonean). Acabaria por ser vitoriosa, terminando na separação dos judeus do reino Selêucida (a potência anterior) e assegurando a independência até 63 a.C., ano da invasão Romana sob o comando do general Pompeu em nome da República Romana. Por fim Roma por meio de seu general Cneu Pompeu tomou Jerusalém em 63 A.C, após um sítio de três meses.E em 39 A.C, o senado romano nomeou Herodes para ser rei da Judéia, acabando com o domínio macabeu. Durante o domínio romano na Palestina a partir de 63 a.C.., o nacionalismo dos hebreus fortaleceu-se, levando-os a se revoltar contra Roma. No ano 70 da nossa era, o imperador romano Tito, sufocou uma rebelião hebraica e destruiu o segundo templo de Jerusalém. Os hebreus, então, dispersaram-se por várias regiões do mundo. Esse episódio ficou conhecido como Diáspora (Dispersão). No ano de 136, sofreram a Segunda Diáspora, no reinado de Adriano (imperador romano), os judeus foram definitivamente expulsos da Palestina. Dispersos pelo mundo, o povo israelita, organizou-se em pequenas comunidades. Unidos, preservaram os elementos básicos de sua cultura, como a linguagem, a religião e alguns objetivos comuns, entre eles voltar um dia à Palestina. Assim, os hebreus se mantiveram como nação, embora não constituíssem um Estado. Somente em 1948, os judeus puderam se reunir num Estado independente, com a determinação da ONU (Organização das Nações Unidas), que criou o Estado de Israel. Decisão que criou sérios problemas na região do Oriente Médio, pois com a saída dos judeus da Palestina, no século I, outros povos, principalmente de origem árabe ocuparam e fixaram-se na região. A oposição dos árabes à existência do Estado de Israel, tem resultado em continuados conflitos na região. Economia e Sociedade A vida socioeconômica dos hebreus pode ser dividida em duas fases: a nômade e a sedentária. A princípio, os hebreus eram pastores nômades (não tinham habitação fixa), que se dedicavam à criação de ovelhas e cabras. Os bens pertenciam a todos do clã. Mais tarde, já fixados na Palestina, foram deixando os antigos costumes das comunidades nômades. Desenvolveram a agricultura e o comércio, tornaram-se sedentários. Nos primeiros tempos a propriedade da terra era coletiva, depois foi surgindo a propriedade privada da terra e dos demais bens. Surgiram as diferentes classes sociais e a exploração de uma classe pela outra. A conseqüência dessas mudanças foi que grandes proprietários e comerciantes exibiam luxo e riqueza, enquanto os camponeses pobres e os escravos viviam na miséria. Cultura A religião é uma das principais bases da cultura hebraica e representa a principal contribuição cultural dos hebreus ao mundo ocidental. A religião hebraica possui dois traços característicos: o monoteísmo e a idéia messiânica. A maioria dos povos da antigüidade era politeísta (acreditavam na existência de vários deuses), enquanto os hebreus adotaram o monoteísmo, acreditavam em um único Deus, criador do universo. A idéia messiânica foi divulgada pelos profetas. Acreditavam na vinda de um messias, um enviado de Deus para conduzir os homens à salvação eterna. Para os cristãos esse messias é Jesus Cristo, o que os judeus não aceitam. Assim, continuam aguardando a vinda do messias. A doutrina fundamental da religião hebraica (o Judaísmo) encontra-se no Pentateuco, contido no Velho Testamento da Bíblia. O Pentateuco é composto pelo: Gênesis, Êxodo, Deuteronômio, Números e Levítico. Os hebreus chamam esse livro de Torá. A religião hebraica prescreve uma conduta moral orientada pela justiça, a caridade e o amor ao próximo. Entre as principais festas judaicas, destacam-se: a Páscoa, que comemora a saída dos hebreus do Egito em busca da Terra Prometida; o Pentecostes, que recorda a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés; o Tabernáculo, que relembra a longa permanência dos hebreus no deserto, durante o Êxodo. Na literatura, o melhor exemplo são os livros bíblicos do Velho Testamento, dentre os quais destacam-se os Salmos, o Cântico dos Cânticos, o Livro de Jó e os Provérbios. A Bíblia é um conjunto de livros escritos por vários autores ao longo de vários séculos. Etimologia A palavra "judeu" originalmente era usada para designar aos filhos de Judá, filho de Jacó, posteriormente foi designado aos nascidos na Judéia. Depois da libertação do cativeiro da Babilônia, os hebreus começaram a ser chamados de judeus. A palavra portuguesa "judeu" se origina do latim judaeu e do grego ioudaîos. Ambas palavras vêm do hebraico, יהודי, pronuncia-se "iehudí". O primeiro registro do vocábulo em português foi no ano de 1018. Palavras etimologicamente semelhantes são usadas em outras línguas, tais como jew (inglês), jude (alemão), jøde (dinamarquês), يهودي ou yahudi (árabe). No entanto, variações da palavra "hebreu" também são usadas para designar um judeu, como acontece em ebreo (italiano), еврей ou yevrey (russo), εβραίος ou εvraios (grego moderno) e evreu (romeno). Em turco, a palavra usada é musevi, derivada de Moisés. Judeus e judaísmo A tradição judaica defende que a origem deles dá-se com a libertação dos filhos de Israel da terra do Egito pelas mãos de Moisés. Com a fundamentação e solidificação da doutrina mosaica, um grupo de hebreus passou a ser conhecida como "Filhos de Israel" (Bnei Israel). É deste evento que surge a noção de nação, fundamentada nos preceitos tribais e na crença monoteísta. No entanto, a história demonstra que os antigos israelitas valorizavam a sua linhagem tribal e a nação, que só viria a ser construída com o início das monarquias de Saul e Davi, que, todavia, oculta mesmo assim um choque entre as tribos que compunham o antigo reino de Israel. Com a morte do filho de Davi, Salomão, ocorre a crise que leva à separação das tribos de Israel em dois reinos distintos: dez tribos formam o reino de Israel, enquanto a tribo de Judá, Benjamim e Levi constituem o reino de Judá que continua a ser governada pelos descendentes de Davi. Aqui, pela primeira vez, os israelitas do sul são chamados de judeus devido à sua conexão com o reino de Judá e posteriormente por todos aqueles que aderissem à doutrina religiosa deste reino, que passou a ser conhecida como judaísmo. Com a extinção do reino de Israel, o reino de Judá permanece, e mesmo com a sua destruição, o termo "judeu" passa a designar todos aqueles que descendessem dos antigos israelitas, não importando a sua tribo. A ênfase do judaísmo da separação entre judeus e não judeus, deu à comunidade judaica um sentido de povo separado e religioso, embora, segundo pesquisadores judeus anti-sionistas, este sentido de separação tenha sido impulsionado e exarcebado pelo movimento sionista, com objetivos políticos, durante o século XX. Quem são os judeus? A pergunta "quem são os judeus?" gera um debate político, social e religioso entre os diversos grupos judaicos sobre quem pode ser considerado como tal. O Muro Ocidental em Jerusalém é o que resta do Segundo Templo de Salomão. O povo judeu não pode atualmente ser reduzido a sendo somente religião, raça ou cultura, porque ultrapassa seus limites conceituais aceites. Reduzi-lo a qualquer um desses pontos seria mero reducionismo, pois ele é na verdade uma miscelânea das três, dando espaço a várias interpretações do que é ser judeu e, especialmente, quem é judeu. Interpretações essas que dependem muitíssimo de qual a sua tradição religiosa (ortodoxa, conservadora, reformista, caraíta) e do espaço geográfico onde se encontram (sefaraditas, asquenazitas, persas, norte-africanos, indianos etc. (ver etnias judaicas). Na história recente ocidental, e consequentemente na história judaica, uma revolução conceitual levou o judaísmo e o povo judeu a um tempo de grandes mudanças estruturais. A essa revolução, a história deu o nome de iluminismo (Hebraico: השכלה; Haskalá). Nesse período histórico, os antigos grupos religiosos detentores de tradições milenares observaram o nascimento de uma geração que via na criação de grupos com novas formas de pensar a possibilidade de saída de seus guetos milenares, não somente no plano físico, mas também mental e filosófico. Por vezes esses novos grupos distanciaram-se da velha ligação do judeu com a religião judaica-mãe, porém sem nunca perder a sua chama interna de identidade, sentimento esse que é o ponto de aproximação de todos os judeus e a mais importante linha para complexa continuação da nação que é, hoje, esse povo. Assim, com a inserção de novas filosofias no seio do judaísmo, dispares concepções surgiram sobre as questões básicas da tradição judaica. E obviamente cada grupo desenvolveu suas discussões de como pode-se definir uma resposta sensata à pergunta constante: "Quem é judeu?". Essa definição de resposta se deu, em sua maioria, sob duas linhas gerais: Pessoa que tenha passado por um processo de conversão ao judaísmo ou pessoa que seja descendente de um membro da comunidade judaica. Contudo, esses dois assuntos são repletos de divergências. Quanto às conversões, existe divergências principalmente sobre a formação dos tribunais judaicos responsáveis pelos atos. Isso faz com que pessoas conversas através de um tribunal judaico reformista ou conservador não sejam aceitas nos círculos ortodoxos e seus rabinos que exigem um tribunal formado somente por rabinos ortodoxos, pois entendem serem outros rabinos incapazes de fazer o converso entender a grandeza da lei que está tomando sobre si. Por outro lado, o judaísmo reformista e conservador, acusa os ortodoxos de fazerem exigências absurdas, não mais se preocupando com a essência do ser judeu e sim, com regras e rigidez desnecessária. Já quanto a descendência judaica, a divergência aparece na definição de quem viria a linha judaica, se matrilinearmente, patrilinearmente ou ambas as hipóteses. A primeira é a majoritária, sendo apoiada pelo judaísmo rabínico ortodoxo e conservador. Essa tese têm força e raio de ação maiores por ser adotada pelo Estado de Israel, além de grande parte das comunidades ao redor do mundo. Porém, a patrilinealidade é defendida pelo judaísmo caraíta e os judeus Kaifeng da China, grupos separados dos grandes centros judaicos e que desenvolveram sob tradições diferentes com base em costumes que remontam a vários séculos passados. Por último, existe a tese que ambos os pais podem dar ao filho a condição de judeu que é defendida pelo judeus reformistas que em março de 1983 por três votos a um reconheceu a validade da descendência paterna mesmo que a mãe não seja judia desde que a criança seja criada como judeu e se identifique com a fé judaica. Questões, como se os atos podem abalar a identidade judaica, também entram na discussão, como por exemplo um judeu que faz tatuagens ou até mesmo nega seu próprio judaísmo, pode continuar sendo considerado como tal? Apesar de um judeu necessariamente não ter que seguir o judaísmo, as autoridades religiosas geralmente enfatizam o risco da assimilação do povo judeu ao se abandonar os mandamentos e tradições do judaísmo. Porém defende-se que não importa a geração ou ações futuras de pai ou mãe, o judaísmo e o consequente "ser judeu" é um direito natural da criança. Atualmente, estima-se que exista, ao redor do mundo, uma população judaica de aproximadamente 13 milhões de pessoas, concentradas principalmente nos Estados Unidos e em Israel. Fonte: Wikipédia / Historia Mais ...
29/01/2010 00:48:32
hamurabi codigo
Hamurábi PR.amilton felix Conquistador temido e político habilidoso, o imperador Hamurábi usava suas vitórias militares para impor a ordem na Mesopotâmia, apoiado no conjunto de leis que marcou a história do direito O deserto virou mar por um dia em 1754 a.C. Mas a inundação que destruiu Eshnunna, uma das grandes cidades-reinos da Mesopotâmia antiga, não teve nada a ver com a natureza. A catástrofe foi provocada por um homem: Hamurábi, o fundador do Império Paleobabilônico, sexto rei na dinastia de Babel. Conquistador da Mesopotâmia entre 1792 e 1750 a.C., ele já era senhor de um grande território quando, cansado de esperar a rendição de Eshnunna às suas tropas, mandou abrir uma barragem e inundou o local. Essa atitude drástica teria sido um pedido de Marduk, deus nacional de Babel, e dos deuses sumérios Anu e Enlil: destruir a cidade com uma grande massa de água. Oficialmente, os deuses sempre estavam por trás dos atos de Hamurábi, mas quem dava a última palavra era ele mesmo. Graças a sua sabedoria política e a sua habilidade militar, tornou-se um dos grandes líderes da Antiguidade. E o código de leis que usava durante seu governo ficou célebre como uma das primeiras expressões escritas do direito. A data em que Hamurábi nasceu é desconhecida, mas sabe-se que ele ainda era um jovem quando assumiu o trono de Babel, em 1792 a.C. Naquela época, a cidade era subordinada a outros reis, todos de tradição ou origem semita – como ele, que pertencia ao povo amorita. Quando morreu, 42 anos depois, Hamurábi havia se transformado no soberano de toda a Baixa Mesopotâmia. O território sob seu poder corresponderia, hoje, ao sul do Iraque e a parte da Síria. Não parece grande coisa, mas, há 3 750 anos, esse era quase todo o mundo conhecido pelo povo de Babel – e esse “quase” nunca deixou de incomodar o rei, já que o norte do Iraque, na época chamado de Assíria, foi cobiçado, mas não conquistado por ele. “Hammurabi era um guerreiro, um grande general que ia para a frente de batalha”, conta Emanuel Bouzon, professor de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e autor de O Código de Hammurabi e As Cartas de Hamurábi. “A classe dirigente das grandes cidades conquistadas era morta ou presa, e alguns reis de lugares menores se submetiam.” Mas só vencer as batalhas não bastava. Era preciso manter a ordem nos territórios conquistados, o que Hamurábi fez brilhantemente. Mais do que um general, ele era um administrador e um legislador, que legou à humanidade um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis. Elas estão inscritas numa estela (rocha destinada a receber textos) de diorito negro, que foi encontrada em 1901 numa expedição arqueológica francesa ao Irã. É o famoso Código de Hamurábi, hoje exposto no Museu do Louvre, em Paris. Ele contém 282 sentenças baseadas na tradição oral, nas crenças religiosas e no costume, compiladas por escribas da época. A grande maioria delas provavelmente foi proferida pelo próprio Hamurábi, ao julgar acontecimentos ocorridos durante seu governo. O trecho mais famoso é o que institui a chamada lei de talião, pregando que um criminoso deve pagar por seus crimes na mesma moeda (leia quadro na página seguinte). A criação e a divulgação de um código legislativo escrito serviram para cristalizar a autoridade do Estado sobre os súditos e, ao mesmo tempo, regular o funcionamento da sociedade. “Com leis redigidas, definem-se as relações entre os homens, assim como as relações deles com suas posses, originando o direito de propriedade”, explica Márcio Scalercio, professor de História da Universidade Cândido Mendes e da PUC-RJ, autor de Oriente Médio – Uma Análise Reveladora sobre Dois Povos Condenados a Conviver. “O Código de Hamurábi não traz as primeiras leis escritas. Mas, daquela época, foram as que melhor chegaram a nós, e elas consagram princípios que duram até hoje, como o valor do testemunho e da prova.” GUERRA E PAZ Ao registrar suas leis, Hamurábi não agiu só como legislador, mas como um marqueteiro de primeira, unindo senso de justiça a autopropaganda. Na pedra que contém seus pronunciamentos legais há também um prólogo e um epílogo, nos quais ele se apresenta como um rei “prudente” e “perfeito”, escolhido por deuses como Marduk “para fazer surgir justiça na Terra, para eliminar o mau e o perverso, para que o forte não oprima o fraco”. Em outra passagem, o rei não hesita em se auto-intitular o “Sol de Babel”. Como soberano absoluto, Hamurábi controlava cada canto de seu império com uma belíssima rede de informações – tinha representantes em todas as cidades que governava, com quem se comunicava por meio de correspondência. Foram encontradas mais de 150 tábuas com inscrições dele endereçadas a três funcionários de Larsa, uma das cidades que conquistou. Essas “cartas” tratavam de temas como julgamentos de crimes, organização agrícola, distribuição das terras entre os homens e ordens sobre trabalho compulsório. Nada escapava ao olhar do rei, nem mesmo a tosquia de ovelhas em uma cidade distante ou um caso de suborno numa localidade do norte. “Era um reino grande, mas ele sabia de tudo e mandava em tudo, era obedecido em todo canto. Havia assembléias de anciãos, assembléias do povo, mas a palavra final era dele”, diz o historiador Bouzon. “Quando não se chegava a um acordo na sentença de um julgamento, mensageiros levavam o caso até a instância final, que era o próprio rei.” Além de firmar alianças militares com os reis de outras cidades da Baixa Mesopotâmia, Hamurábi explorava a rivalidade entre eles, fazendo com que se destruíssem mutuamente, deixando assim o caminho livre para seu próprio exército. Depois de tomar uma cidade, ele tratava de pacificá-la: reconstruía edifícios e enfeitava ainda mais o templo do principal deus local, como prova de tolerância religiosa. Costumava também arrebanhar colaboradores entre os próprios habitantes do lugar e colocá-los à frente do governo local. Ganhava, assim, a confiança dos moradores submetidos a seu poder e evitava revoltas. A faceta de bom administrador se manifestava quando Hamurábi promovia o crescimento comercial e agrícola de seus territórios. Em seu reinado, novos canais para irrigação e navegação foram construídos, e os antigos foram aprimorados. Houve ainda trabalhos de regulagem do curso do Eufrates, um dos rios que banham a Mesopotâmia. Foi com medidas assim que, apesar de muitas vezes ter imposto seu domínio pela força, o líder babilônio conseguiu passar uma boa imagem para a posteridade. “Ele propagou a ideologia semita do rei como o bom pastor, preocupado com os ‘cabeças pretas’, como se chamava o povo”, afirma Bouzon. Ao morrer, em 1750 a.C., o comandante deixou o opulento Império Paleobabilônico como herança para seus descendentes. A dinastia ainda durou cerca de 150 anos, mas não resistiu à ausência de seu fundador. Muitas cidades se sublevaram e a Mesopotâmia acabou invadida pelos hititas em 1594 a.C., quando Babel foi saqueada e incendiada. “Enquanto Hamurábi reinou houve paz, mas ela não sobreviveu à sua morte”, diz Bouzon. Acredita-se que a centralização exagerada do governo nas mãos do general tenha tornado muito difícil a tarefa de seus sucessores em substituí-lo. O código do homem Para Hamurábi, a punição tinha que ser semelhante ao crime A chamada lei de talião (talionis, em latim, significa “tal” ou “igual”) apareceu pela primeira vez no Código de Hamurábi,. Ela nasceu de um conjunto de sentenças em que o imperador dizia frases como: “Se um homem livre destruiu o olho de um outro homem livre, destruirão seu olho” e “Se um homem livre arrancou um dente de um homem livre igual a ele, arrancarão o dente dele”. Além dos homens livres, chamados de awilum, a sociedade paleobabilônica tinha escravos e uma classe social intermediária chamada muskênum. Quando um awilum cometia alguma dessas ofensas a um muskênum u a um escravo, também pagava por isso, mas o castigo era mais brando: uma multa. Várias leis de Hamurábi seguiam o princípio do talião. Uma delas determinava que se um filho adotivo renegasse os pais que o criaram, dizendo “Tu não és meu pai, tu não és minha mãe”, teria a língua cortada. Alguns séculos depois, o direto à retaliação ganhou novas versões. No Velho Testamento, no capítulo 21 do livro do Êxodo, está escrito: “Se houver dano grave, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento”. Já em 450 a.C., quando a plebe romana exigiu que as leis fossem escritas para que não houvesse favorecimento aos patrícios, surgiu a Lei das 12 Tábuas. E lá estava, no parágrafo 11 da sétima tábua: “Se alguém ferir a outrem, que sofra a pena de talião, salvo se houver acordo”. Apesar de parecer bárbaro, esse tipo de norma foi muito importante para o direito. “A lei de talião é um ensaio de como se estabelecer a pena conforme a intensidade do delito”, explica o historiador Márcio Scalercio. “Todos concordam que a pena para quem rouba deve ser uma e para quem comete assassinato deve ser outra. A diferença é que na maioria das sociedades atuais a lei de talião não existe mais de forma literal.” Mas não em todas. Há países do Oriente Médio em que se paga olho por olho, literalmente. Na Arábia Saudita, no Iêmen e em alguns dos Emirados Árabes, ladrões ainda têm as mãos cortadas. ...
25/01/2010 21:23:32
a graça de dar por qualidade de prinçipio .parte 1
A graça de dar por qualidade de princípio - Parte I PR amilton f Souza/HTTP://WWW.evangelistaadbras.blogspot.com "Ninguém nunca vai superar a Deus na graça de dar. Ele é o Senhor que libera a sua graça abundantemente com generosidade sobre a nossa vida". Em Israel toda a comunidade era chamada em família para entregar ao Senhor os dízimos, as ofertas e as primícias. Não era um ato involuntário, ou irresponsável, ou "se bem quisessem". Todos tinham sua participação. Deus estabeleceu uma festa chamada de Festa das Primícias, uma festa de dedicação que está atrelada a festa de Shavuot (Pentecostes). O Senhor falou a Israel que quando chegassem em Canaã deveriam entregar ao Ele as primícias (Êxodo 23:19). Nessa festa todos entregavam seu primeiro salário ou os primeiros frutos, a primeira colheita do ano, integralmente. Os princípios hoje Deus quer que você também, como os israelitas, compreenda os princípios de dar. Que dificuldade terá uma comunidade onde todos entregam as primícias, todos devolvem o dízimo ao Senhor, e todos ofertam de generosidade no coração? Nenhuma. Suponhamos que você entregue as primícias em um mês e no seguinte entregue o seu dízimo. Isto é possível? É. Sabe porquê? Por que quem entrega suas primícias ao Senhor sela toda a sua herança para o resto da vida, no mundo espiritual. No mês seguinte não haverá necessidade de coisa alguma. Só entrega o dízimo quem é homem de fé e crê que Deus dá a provisão. E, se crê que Deus supre as necessidades, entrega as primícias, o dízimo, a oferta e nunca vai ter falta de nada, porque ninguém nunca vai superar a Deus na graça de dar. Ele é o Senhor que libera a sua graça abundantemente com generosidade sobre a nossa vida. Precisamos nos exercitar na graça de dar. O que se vê, em relação a primícias, dízimos e ofertas, são ordens divinas para manter a casa do tesouro em dias, para manter a casa do tesouro suprida. Todos queremos ver o templo concluído, com tudo funcionando perfeitamente, desde o som em todos os ambientes para não se perder as pregações, até aos banheiros limpos e perfumados e estacionamento organizado, com uma recepção de excelência. Pois o Senhor disse que quando um povo entrega os dízimos e as ofertas a Ele, a casa do tesouro será suprida nas suas necessidades (Malaquias 3:10). Queremos ver um templo com conforto para os discípulos, porque estes são fiéis nos dízimos e ofertas. Dizer que igreja não precisa de dinheiro é mentira. Hoje tudo o que está relacionado a humano precisa de dinheiro. Sua casa precisa de dinheiro. A fé pode botar comida na mesa, mas, para isso, a fé vai gerar recursos financeiros. A fé é o recurso do Reino de Deus para que não passemos necessidade em coisa alguma e todas as nossas necessidades sejam supridas em Cristo (Filipenses 4:19). Jesus, as primícias A festa das primícias está relacionada ao Messias: "Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem" (I Coríntios 15:20). Depois que Jesus ressuscitou, passou 40 dias na terra até Sua ascensão, e deu uma ordem aos discípulos para que ficassem em Jerusalém até serem revestidos do poder do Espírito Santo, o que aconteceu exatamente 50 dias após a ressurreição, no Pentecostes, quando os israelitas levavam suas primícias ao templo em Jerusalém. Naquele dia houve a primeira grande colheita da Igreja (Atos 2), com cerca de 3 mil conversões. Jesus passou o tempo das primícias como o melhor de Deus aqui na terra depois da ressurreição. Isso significa que durante 50 dias, que eram os dias que se completavam a dádiva das bênçãos para o Senhor, Jesus cuidou para que os discípulos não fossem atados. Assim como ele era as primícias, a totalidade seria abençoada (Romanos 11:16). Como entregar o dízimo, a oferta e as primícias? O dízimo - é uma decisão de Deus para conosco. No dízimo entregamos a Ele os dez por cento de tudo o que ganhamos. Deus diz que temos que devolver a Ele os dez por cento, que não são nossos, são dele. Quem pode dizimar? Todos aqueles que nasceram de novo. A oferta - é uma decisão nossa para com Deus. Na oferta nós damos o quanto quisermos, ou não damos. É a oportunidade que Deus nos dá para termos a bênção de sermos desatados no mundo espiritual. Na oferta cada um diz quanto vai entregar ao Senhor. Deus não precisa da nossa oferta. Você tem oferta para dar porque Deus já lhe deu o suficiente para ofertar a Ele. Ele é o dono da nossa vida, o Senhor do nosso sustento, é Ele que nos dá a provisão para que desta provisão possamos devolver a Ele. O dízimo é uma ordem Divina. A oferta é uma decisão do meu coração. Seja um homem ou uma mulher de primícias e entregue também o dízimo. Deus também falou que entregassem uma oferta movida. Que tipo de oferta é essa? É uma oferta de ação: eu vou agir para cumprir o propósito, eu vou entregar ao Senhor com toda seriedade do meu coração para que eu seja honrado. As Primícias - você pode trabalhar o ano todo e juntar dinheiro para que exatamente aquela quantia seja entregue na festa das Primícias, correspondendo ao seu salário do mês. Entregar as primícias é um ato de fé e de coragem. Para quem ganha duzentos reais talvez seja até fácil. Mas, quem ganha mil reais talvez já comece a dizer: "Será que isso é de Deus?". Quem ganha cinco mil clama até o sangue de Jesus. Quem ganha 20 mil fala até em línguas e diz "Senhor, repreende esse negócio!". Em Romanos 11:16 está escrito que assim como são as primícias são toda sua totalidade. Se você entregar as primícias tudo o que você fizer será bem sucedido. Pode parecer engraçado, mas isso acontece porque entendemos a graça de dar por quantidade e não por qualidade de princípio. Deus vai nos honrar no sobrenatural. O projeto Neemias será chamado as nossas primícias, porque serão entregues nas datas das primícias. O Senhor nos honrará e esta igreja será suprida em todas as suas necessidades. Ninguém terá necessidade em sua casa, porque a bênção que vem sobre nós sem acrescentar dor vai entrar na casa de cada um. Chegou o tempo da entrega das primícias. Deus quer que guardemos o princípio de dar. Uma igreja com homens e mulheres que entregam as primícias ao Senhor não tem dificuldades. Essa igreja entrega as primícias, no mês seguinte entrega o dízimo e a oferta voluntária, ou oferta movida, ou de dedicação, ou de sacrifício. A nossa geração é a única que teve a coragem de levantar a voz para romper com o espírito de ruína, pobreza e miséria e é por isso que nossas igrejas serão chamadas "casa do Tesouro", habitação do Deus eterno - como era chamado o templo bíblico - onde não se tem necessidade de coisa alguma, nem na casa de seus discípulos que são fiéis, pois segundo a afirmação de Davi, não haverá necessidade alguma na sua mesa, nem sua descendência irá mendigar o pão (Salmo 37:25), serão chamados herança eterna do Senhor, porque liberaram e exercitaram sua fé na graça generosa de dar. ...
25/01/2010 02:02:00
oferta estranha no altar
Oferta Estranha no Altar Pastor amilton felix Desde o início da história da humanidade falta compreensão e conhecimento sobre qual é a oferta agradavel a Deus. Em Gênesis 4:1-8 lemos que Abel trouxe os primogênitos do seu rebanho e os sacrificou no altar. Caim trouxe os frutos da terra. O resultado todos sabemos: Deus se agradou da oferta de Abel e não aceitou a oferta de Caim. Embora hoje não mais realizemos ofertas com sacrifícios no sentido literal, em nossos cultos levamos ao altar de Deus nossas ofertas em dinheiro com orações e louvores através de hinos, cânticos, mensagens musicais vocais e instrumentais. Do relato do sacrifício de Abel e Caim podemos imediatamente tirar algumas lições: • Não existe oferta de louvor a Deus sem sacríficio. (Hb13.15) A entrega a Deus no Louvor e Adoração é um ato de sacrifício em que nos despojamos do eu e entregamos a nossa vida e a nossa vontade ao Supremo Criador da terra e céu. Participar do Louvor é realmente um ato de sacrifício: são muitas horas de ensaio e preparo para poucos minutos de apresentação. Pois Deus é o objeto de adoração. Ao contrário das apresentações artísticas onde o nosso talento e habilidade é apreciado e valorizado. • O verdadeiro adorador é manso e humilde. A reação do falso adorador ao ser repreendido é a raiva acompanhado da inveja. A inveja é uma espécie de admiração com a polaridade negativa. Caim matou o seu irmão. O invejoso não mais comete um assassinato, mas muitas vezes difama e tira a honra dos Abéis da igreja, questionando a autoridade do pastor e líderes do louvor e provocando divisões entre os membros da mesma forma que o inimigo agiu no céu. Salomão em sua sabedoria escreveu que o sábio quando repreendido agradece a correção. O tolo por sua vez não só rejeita mas como zomba quem o corrige. (Provérbios 29:8 23.9 10:8 9:7-9) • Como o falso louvor é introduzido na igreja. Atualmente a indústria de entretenimento musical secular (Sony-BMG, Universal, Warner, EMI) são as proprietárias e acionistas de 90% das gravadoras e produtoras "cristãs". Essas produtoras "cristãs" em parceria com igrejas, escolas, revistas, redes de TV e rádio, e diversas outras entidades religiosas produzem e divulgam CDs, DVDs e todo tipo de material com conteúdo religioso. Grandes eventos de divulgação são realizados em ginásios, teatros e até em igrejas com o rótulo de louvor e adoração. Grande parte das pessoas que assistem essas apresentações artísticas com conteúdo religioso as tomam como modelo para o louvor e adoração a Deus na igreja e tentam transformar o altar de Deus em palco artístico. Como produtor musical eu não posso deixar de admitir que um produto com conteúdo religioso cristão na maioria das vezes é feito, concebido, produzido e planejado exclusivamente com intenção de venda. Se o produto não decola em vendas esse produto raramente é reeditado ou o artista consegue lançar novos produtos. No mercado religioso não é a espiritualidade que conta mas o resultado financeiro. Atualmente as gravadoras utilizam as mesmas foómulas de sucesso do mundo para o mercado religioso. Se um determinado estilo de música está dando certo no meio secular em pouco tempo aparece o seu clone religioso. As vezes até os mesmos músicos coadjuvantes, produtores e artistas gráficos são usados pra produzir o clone religioso. Algumas lojas produzem um folheto com o seguinte dizeres: Se você gosta de U2 escute Michael W. Smith... Se você gosta de Mariah Carey escute Avalon, Natalie Grant ou Rachel Lampa... Não podemos esquecer que Jesus expulsou os mercadores do templo. O que esses mercadores vendiam? Elementos para serem usados no templo. • Como diferenciar o Louvor e Adoração a Deus e Entretenimento Cristão. No louvor a Deus o baterista contribue com a adoração provendo os andamentos e a unidade rítmica para os instrumentistas, cantores e congregação. Nas igrejas tradicionais e orquestras o maestro executa essa função. Na banda moderna a figura do maestro foi abolida. Mas alguém precisa coordenar o andamento e o baterista assume essa função. Por ser um instrumento um tanto barulhento as igrejas que compreendem a verdadeira função da bateria a isolam numa redoma de vidro. No entretenimento cristão o baterista é o centro das atenções, o volume do som da bateria fica em primeiro plano e os desenhos e viradas estão em destaque. A habilidade do instrumentista é muito valorizada e apreciada. No louvor a Deus o líder e os cantores conduzem a congregação a louvar a Deus num mesmo espírito e unidade. Dentro deste objetivo tudo que distrai a congregação é evitado. As vezes até mesmo cantar em vozes é evitado em alguns momentos em função do uníssono ou a unidade da adoração. No entretenimento cristão o artista principal e seus vocalistas são o centro da atenção. Pulando, gritando, fazendo acrobacias musicais, melismas e voltinhas, usando roupas chamativas, corte e penteados de cabelo não convencionais. Ou seja todo o recurso artístico é empregado para ressaltar o talento dos envolvidos. No louvor a Deus o volume de som é saudável e consegue-se ouvir a congregação. No entretenimento cristão o volume de som é exagerado. Na maioria das vezes excede os niveis recomendados pelas organizações de saúde e especialistas da área médica. Na maioria das vezes quase não se ouve a congregação. A congregação grande, parte das ocasiões, participa sim mas através de barulho, palmas, urros, movimentos, dança e coreografia. No louvor a Deus as palmas são uma expressão de alegria e reconhecimento pelas bençãos do criador. No entretenimento cristão as palmas são usadas para demonstrar aprovação pelo talento e carisma pessoal dos artistas. No louvor a Deus o líder canta e o pregador prega a palavra. Nos momentos em que o líder de louvor fala ele ressalta algumas frases e versos e faz a ponte entre uma música e outra. No entretenimento cristão o artista novamente age como o centro das atenções: ele prega, "profetiza", fala o que vem a cabeça, grita, inventa, improvisa, pula, levanta as mãos, se joga no chão, ajoelha, ora e tudo isso simultaneamente a música que é executada. É cientificamente provado que nossa mente é incapaz de concentrar-se em duas coisas ao mesmo tempo. Será que essas diversas atividades paralelas nos direcionam a Deus? No louvor a Deus existe sacrifício através do preparo, oração, treinamento, ensaio, espírito de humildade e serviço. No entretenimento cristão o improviso é um dos ingredientes principais. Em que o talento bruto é colocado como o centro das atenções. Quanto mais peripécias sem ensaio mais pontos. O artista é "dotado" "tem o dom" como dizem alguns. É uma espécie de adoração circense. A igreja se transforma num circo com malabaristas e mágicos. No louvor a Deus a adoração é racional. (Rom. 12.1-2) No entretenimento cristão a emoção é o que conta. O que eu sinto vontade de fazer na hora é o que vale. O incrível é que usamos os Salmos para justificar a validade de nossos atos. Usamos a palavra de Deus da mesma forma que o inimigo a usou para tentar Jesus. • O que é proibido na verdadeira adoração. Muita coisa poderia ser dita sobre este assunto mas, não podemos deixar de esclarecer que os elementos ou ingredientes que usamos para louvar a Deus são os mesmos que usamos para o entretenimento. Proibir instrumentos, músicas e músicos é a saída mais fácil e menos eficiente. Além de não existir base bíblica para proibir. Não está nos 10 mandamentos que esse ou aquele instrumento, acorde ou ritmo é proibido. Na história da música sacra muitos elementos foram proibidos e gradualmente permitidos. E hoje, ainda existem diferenças contrastantes entre o que é utilizado em diferentes culturas e paises. O orgão foi proibido por ter sido usado pelo Império Romano no derramamento de sangue dos mártires. Na geração seguinte, o mesmo instrumento representa o mais sublime deles para a música sacra, e para a nova geração este som é usado nos filmes de terror e ocultismo. As mulheres por muito tempo não puderam fazer parte da adoração e para isso castravam se meninos para perpetuar o maravilhoso som das notas de um soprano, já que era proibido de serem executadas por mulheres. Até hoje ainda temos algum preconceito com pastoras e ministras. Proibiu-se Saxofone por ser sensual, o piano por ser empregado em tavernas, boates e casa de dança. A bateria e a guitarra que ainda é empregada pelos grupos de Rock. A gaita e o acordeon por alguma razão... Até as doze notas temperadas por Bach foram proibidas. Antes de Bach o D ó sustenido e Ré bemol tinham uma pequena diferença em altura. Quando Bach temperou ou as transformou num som só com dois nomes, a gritaria foi geral. Alguns intervalos entre notas foram proibidos e acordes também. O tempo e a história mostram e continuam mostrando que proibir não muda ou resolve o problema do louvor e adoração. O problema não está no instrumento ou na linguagem, mas no adorador. O segredo é o bom senso, sabedoria e equilíbrio conseguidos pela oração e direção do Espírito de Deus. • Uma palavrinha sobre os melismas e voltinhas tão apreciadas pela geração "American Idol" As melismas e voltinhas ou variações sempre estiveram presentes na música. Bach usava e tantos outros compositores sérios em diferentes períodos da história da música utilizaram deste recurso. A diferença está na forma em que é empregado: se o melisma ajuda a conduzir o adorador a Deus evitando a repetição e mesmice produzindo variedade, ou se o melisma chama a atenção para o participante e não para Deus. Na história da arte o ser humano anda em círculos exagerando na forma e algum tempo depois voltando a simplicidade, equilibrio e bom senso. Um exemplo musical secular brasileiro recente é a bossa nova de Tom Jobim, João Gilberto, entre outros, que foi sucedida pelos tropicalistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e outros. O tropicalismo tentou se distinguir da bossa nova pelo exagero em todos os aspectos. Guitarras estridentes, visual exagerado, etc. A bossa nova era coisa de velhos, cantar baixinho com um violão e orquestra de cordas. A ironia da vida é que todos os grandes artistas da Tropicália recentemente gravaram albuns de bossa nova. O que era ultrapassado na juventude agora é valorizado. E porque gravaram? Porque os consumidores do mundo preferem comprar albuns de bossa nova. Já a Tropicália não passou de um movimento rebelde com pouco conteúdo incapaz de sobreviver ao tempo. No meio religioso está acontecendo uma volta aos hinos. Todo ano milhares de canções religiosas novas são lançadas em todo o mundo. No entanto, como explicar o sucesso de um hino composto a centenas de anos noutra época e cultura, sem internet e meios de comunicação de massa e mesmo assim este hino inspira e toca milhares de pessoas? • Entendendo a função dos elementos ou ingredientes na adoração. A diferença de um louvor e adoração efetivo é a forma pela qual utilizamos o elementos e ingredientes: acordes, instrumentos, coreografia, palavras, palmas, vozes, variações, etc. Será que o elemento utilizado é um meio ou instrumento para conduzir o adorador a Deus? Ou para distrair e desviar a atenção do adorador e o conduzir para apreciar a habilidade humana? Fico imaginando esta cena no céu: "Mas Senhor eu toquei, cantei e improvisei com melismas e variações maravilhosas em Teu nome... Pulei, dancei, gritei, usei as melhores roupas da minha época, o som mais potente, os melhores instrumentistas e cantores, tudo do melhor... meus cds venderam milhares de cópias... Não é justo que eu não faça parte do teu Reino..." (E a resposta... ? Mateus 7.23) ...
25/01/2010 01:19:31
a oferta que agrada ao senhor
A Oferta Que Agrada ao Senhor Pastor amilton felix A Bíblia nos mostra que não podemos esconder nada diante dos olhos do Senhor e que nada fica oculto que não venha a ser revelado. “Porque nada há encoberto que haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” (Marcos 4:22). “E não há criatura alguma encoberto diante Dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4:13) Podemos enganar facilmente as pessoas que estão ao nosso redor com a nossa aparência ou então fingindo ser o que na verdade não somos, mas ao Deus Todo Poderoso não conseguimos enganar. “Porém o Senhor disse a Samuel... Porque o Senhor não vê como o homem vê. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1Samuel 16:7). Nem a ciência com toda sua tecnologia avançada, consegue enxergar no homem o que só o Deus onisciente consegue enxergar (Ele discerne os pensamentos e intenções do coração). Sabemos que o Senhor não está à procura de pessoas religiosas (católicos, espíritas, budista, ‘evangélicos’ e etc.) e nem está atrás de ‘denominações de igrejas’, mais sim de pessoas que são verdadeiros adoradores. “... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adoram” (João 4:23). Ser um verdadeiro adorador inclui em ter uma vida de reverência, temor, sinceridade, gratidão a Deus e buscá-lo de verdade (sem hipocrisia), ou seja, de todo o nosso coração. “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor” (Jeremias 29:13-14a). A Palavra de Deus nos fala de dois filhos de Adão e Eva; Caim e Abel. Caim era lavrador de terra e Abel era pastor de ovelhas. Certa vez, ambos levaram uma oferta ao Senhor expressando ações de graças. “... Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor... E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura” (Gênesis 4:3-4). O interessante é que eles tinham a mesma intenção de ofertar ao Senhor. Mas o Senhor diferenciou suas ofertas. Ele colocou as ofertas em sua balança de precisão, onde ninguém e em lugar nenhum consegue enganá-lo. E uma teve o peso certo e a outra ficou em falta. “Pesado foste na balança...”(Daniel 5:27). A oferta de Abel foi agradável aos olhos do Senhor, pois estava no peso certo, mas a oferta de Caim não estava no peso certo e por isso não agradou ao Senhor. “... e atentou o Senhor para Abel e para sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não o atentou” (Gênesis 4:4-5). Sabemos que o Senhor não faz acepção de pessoas. Somos todos iguais perante Ele (rico, pobre, negro, branco, etc.) “Quando menos Àquele que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima ao rico mais do que ao pobre, porque todos são obras de suas mãos” (Jó 34:19). “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Então porque Ele aceitou a oferta de Abel e não aceitou a oferta de Caim? Já que Ele não faz acepção de pessoas. Em Gênesis 4:7, o Senhor fala para Caim que se ele fizesse coisas agradáveis, Ele aceitaria a sua oferta, mas as suas obras eram más (havia maldade em seu coração), ou seja, praticava coisas que não agradavam ao Senhor. Uma prova de que as obras de Caim eram más, é que mais adiante, ele teve a audácia e a frieza de matar o seu próprio irmão porque o Senhor rejeitou a sua oferta e aceitou a de seu irmão (Gênesis 4:8 – 1João 3:12). Esse é um dos motivos que o Senhor não aceitou a sua oferta. A questão em si não é a oferta, mas sim o que procedia de dentro do seu coração. Como é que está o nosso coração perante o Senhor? “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Provérbios 4:23). Caim achava que mesmo vivendo sem temor, sem santificação, andando segundo o seu querer, poderia ofertar e louvar ao Senhor. E vivendo desse jeito, ainda queria que o Senhor atentasse para sua oferta. A Palavra nos diz que com Deus não se brinca, nem se zomba e o que plantarmos, com toda certeza vamos colher (Gálatas 6:7). E que não podemos coxear entre dois pensamentos (1Reis 18:21), ou seja, ter o coração dividido entre as coisas do mundo (sistema regido por satanás) e as coisas de Deus. Uma hora que agradar a Deus, outra hora quer agradar o mundo. “O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:8) E Deus, pela sua misericórdia, fez um alerta para Caim que o pecado estava bem perto dele e pronto para tragá-lo, mas cabia a ele dominá-lo. Pois Deus criou o homem para dominar e não para ser dominado (Gênesis 1:26). “...o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gênesis 4:7b) Isso também serve de um alerta para nós vigiarmos a cada instante da nossa vida. Pois corremos o perigo de sermos sufocados, atraídos ou seduzidos pelas coisas mundanas. E o próprio apóstolo Paulo nos alertou sobre isso: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Coríntios 10:12) Deus retrata o pecado como uma força tentadora que está sempre nos rodeando e cabe a nós resisti-lo (domínio próprio). A escolha de ceder ou vencer o pecado é nossa. Quando nos submetemos ao Senhor e a tua Palavra, Ele nos concede “graça” suficiente para vencermos o pecado e sendo assim ele não terá domínio sobre nós. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6:14) Uma coisa é pecar e outra coisa é viver na pratica do pecado. Sabemos que todos nós somos pecadores. “Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1João 1:8) Quando pecamos contra o Senhor e chegamos a Ele com um coração verdadeiramente arrependido, Ele não apenas perdoa nossos pecados como também nos purifica (nos limpa pela Palavra). E o melhor disso tudo é que não lembra mais de nossos pecados. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9). “Eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não lembro mais” (Isaías 43:25). Olhe bem! O Senhor não está à procura de pessoas perfeitas, pois Ele sabe que não irá encontrar, mas Ele está procurando pessoas sinceras (que não apresentam disfarce). “Quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu Santo monte? Aquele que anda em sinceridade...” (Salmos 15:1-2). O Senhor Jesus disse que não nos chamaria mais de servos, mais sim de amigos (João 15:15) e sabemos que verdadeiros amigos cultivam uma amizade sincera, transparente, de confiança, divide segredos, não esconde nada um do outro, e é esse o tipo de relacionamento que o Senhor quer ter conosco. O Senhor quer ser o nosso melhor amigo. Quando reconhecemos nossos pecados e chegamos com sinceridade na presença do Senhor, Ele recebe a nossa oração, a nossa oferta e a nossa adoração. Que sejamos sinceros na presença do todo poderoso. Semelhante a Caim, o povo de Israel pensava que podiam ofertar ao Senhor de qualquer jeito, vivendo como Sodoma e Gomorra, e veja o que eles escutaram do Senhor. “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos... Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação... não posso suportar iniqüidade... as vossas solenidades aborrecem a minha alma; já me são pesadas... Pelo que quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.” (Isaías 1:11-15). A oferta, a oração e a adoração são abomináveis ao Senhor se não tivermos um coração purificado pela Palavra e com uma vida de santidade (longe do pecado e mais perto de Deus). Lembre-se, Deus não se deixa escarnecer. Já a oferta de Abel foi aceita, porque ele agradava ao Senhor com seu jeito de viver, tinha uma vida de retidão e de temor do Senhor. Que o nosso coração esteja no peso ideal e agradável, para que as nossas ofertas, orações e louvores sejam aceitos pelo Todo Poderoso Deus. E sendo assim, escutaremos do Senhor: “Em ti me tenho comprazido”. ...
25/01/2010 00:52:48
40 anos no deserto
40 ANOS NO DESERTO Pastor amilton felix As peregrinações que os filhos de Israel realizaram, marchando desde o Egito até à terra de Canaã, foram uma escola importante para sua instrução. Foi em Ramessés que principiou a marcha dos israelitas. O caminho direto deste lugar para Canaã teria sido pela terra dos filisteus, ao norte dos lagos Amargos, e ao longo da orla setentrional do deserto de Sur. Todavia, essa direção foi-lhes proibida (Ex 13.17,18); e por isso, depois de por certo tempo tomarem o rumo oriental, prosseguiram para o sul, exultando certamente com isso o Faraó, porque julgava assim em seu poder. Acamparam a primeira noite em Sucote, que não devia ter sido longe de Ramessés. Pela segunda tarde chegaram à orla do deserto, em Etã. Provavelmente agora deviam ter seguido para o Oriente, mas foi-lhes ordenado que "retrocedam e que acampem defronte de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baat-Zefom" (Ex 14.2); era um estreito desfiladeiro, perto da costa ocidental do Golfo, entre os montes que guarnecem o mar e uma pequena baia ao sul. Ficavam deste modo "desorientados na terra". Esse movimento teve o efeito de atrair o Faraó, para junto deles; e o desígnio de alterar desta forma a linha da sua marcha foi revelada a Moisés (Ex 14.17). Os egípcios aproximaram-se dos israelitas quando estes estavam acampados diante do braço ocidental do mar Vermelho. Como, quer na extensão, quer na profundidade do golfo de Suez, se operou uma notável mudança no decorrer destes últimos trezentos anos, em virtude duma grande acumulação de areia, é por esta razão impossível determinar o lugar onde os israelitas atravessaram. Eles passaram pelo mar em seco para o lado oriental, perto do sítio agora chamado Ayun Musa (poços de Moisés), principiando aqui o deserto de Sur (Ex 15.22), ou o deserto de Etã (Nm 33.8). Estas duas expressões de aplicam à parte superior do deserto; este deserto estende-se desde o Egito até à praia oriental do mar Vermelho, e alarga-se para o Norte até à Palestina. O caminho que os israelitas tomaram é uma larga vereda pedregosa, entre as montanhas e a costa, na qual correm no inverno vários ribeiros, que nascem nos montes. Nesta ocasião tudo devia estar seco. O lugar onde primeiramente estacionaram foi Mara (amargo), onde foi operado o milagre de se tornar doce a água amarga (Ex 15.23-25). O sítio onde isto aconteceu é, provavelmente, Ain Hawara, perto do riacho, chamado Wady Amarah, que tem a mesma significação de Mara. A seguinte estação foi Elim, "onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras" (Ex 15.27); este sítio fixado por Niebhr e Burckhardt no vale onde corre Ghurundel, que é a maior de todas as correntes, no lado ocidental da península. Este vale contém agora tamareiras, tamargueiras, e acácias de diferentes espécies. Obtém-se aqui água em abundância, cavando poços; há, também, uma copiosa nascente, com um pequeno regato. Chegaram depois os israelitas ao deserto de Sim, "entre Elim e Sinai" (Ex 16.1), no sopé da escarpada cumeeira de et-Tih, um nome que significa "divagação"; é "um deserto medonho, quase inteiramente destituído de vegetação". Foi logo depois de terem entrado neste deserto que os israelitas obtiveram miraculosa provisão de codornizes e de maná. Os estudiosos supõe que eles tomaram em seguida a direção do sueste, marchando para a cordilheira do Sinai. Neste caso, a sua passagem teria sido pelo extenso vale, a que os árabes chamam Wady Feiran. Passaram depois por Dofca e Alus. O vale Feiran é o sítio mais fértil de toda a região; e é aqui que devemos procurar Refidim, onde pela primeira vez foram atacados (Ex 17.8-13). Jetro, sogro de Moisés, também o visitou em Refidim; e pelo seu conselho foram nomeados juízes para ajudar o chefe israelita na ação judicial (Ex 18). E aqui, entre elevados picos, estava a rocha que, por mandado de Deus, foi ferida por Moisés, saindo dela depois abundância de água. Em seguida fizeram seu acampamento no ermo do Sinai, onde o Todo-poderoso revelou à multidão a Sua vontade por meio de Moisés; foi dado o Decálogo (dez mandamentos) ao homem, e foi estabelecido o Pacto (Ex 20.1-17; 24.7,8). Neste deserto também se deu o caso do culto prestado ao bezerro de ouro, e a enumeração do povo, e a construção do tabernáculo; além disso, Arão e seus filhos foram consagrados, celebrou-se a segunda Páscoa, e morreram Nadabe e Abiú por terem oferecido fogo estranho ao Senhor. O monte, onde a Lei foi dada, chama-se Horebe no Deuteronômio, e Sinai nos outros livros do Pentateuco (5 livros: Gn, Ex, Lv, Nm e Dt). Provavelmente o primeiro nome designa todo o território, e o outro simplesmente a montanha, onde foi revelada a Lei. Permaneceram os israelitas no deserto do Sinai um ano aproximadamente, aparecendo de novo o sinal para a partida. Desde então as suas marchas e acampamentos foram sempre dirigidos pelo Senhor. Uma nuvem, que manifestava a Sua presença, cobria o tabernáculo de dia, e à tarde estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até à manhã" (Nm 9.15). O levantar da nuvem era sinal de avançar, caminhando eles após ela; e, quando parava a nuvem sobre o tabernáculo, queria isso dizer que deviam acampar de novo. As suposições, são que eles passaram para o norte, ao longo do Wady esh-Sheikh, entrando numa grande planície chamada el-Hadharah, na qual estava Taberá, nome que significa "incêndio", e que lhe foi dado em virtude de ser ali destruído pelo fogo, que caiu do céu, num certo número de israelitas insurgentes (Nm 11.1-3). A estação seguinte foi Quibrote-Taavá, ou os "sepulcros da concupiscência" (Nm 11.34; 33.16). De Quibrote marcharam para Hazerote onde ocorreu a sedição de Miriã e Arão (Nm 12). As estações nesta parte do deserto foram Ritmá, Rimom-Perez, Libna e Cades-Barneia, sendo alcançado provavelmente este último lugar pelo mês de junho mais ou menos. Quando se aproximava da Terra Prometida, foram mandados alguns espias (espiões) para a examinarem; mas, quando voltaram, as suas informações foram de tal modo aterrorizadores que o povo se revoltou; e por esta razão os hebreus tiveram de errar no deserto pelo espaço de quarenta anos. Saindo os israelitas de Cades-Barneia, depois da sua segunda visita, em que houve a provocação ao Senhor nas águas de Meribá, vieram eles até ao monte de Hor, perto de Petra, onde morreu Arão. Esse monte, verdadeiro trono de desolação, consta de quebradas, de ruínas e de escuras profundidades. Os árabes chamam-lhe Jebel Neby Hayran, que quer dizer: o "monte do profeta Arão"; e ainda hoje, quando uma caravana oriental avista seu cume, sacrifica um cordeiro em memória daquele grande sacerdote. Passando pelo Wadi Arabah (provavelmente o "deserto de Zin") para Eziom-Geber (da segunda vez) e Elate, o povo chegou ao golfo oriental do mar Vermelho, e voltou para o norte pelo deserto oriental da Arábia. Neste lugar existe um grande desfiladeiro, vindo do nordeste através das montanhas, constituindo a principal passagem no Wadi Arabá para o deserto. A ascensão dos israelitas foi, sem dúvida por esta estreita passagem, quando de desviaram do mar Vermelho, e voltaram aos territórios de Edom. Nesta ocasião o povo estava muito desanimado por causa do caminho, e murmurou conta Deus e contra Moisés. As suas murmurações foram castigadas, aparecendo entre eles umas serpentes ardentes, cujas mordeduras produziam a morte; mas, por mandado do Senhor, foi levantada uma serpente de bronze, sendo curados os que para ela olhavam com fé. Prosseguiram depois a sua viagem pelas faldas orientais das montanhas de Seir. Os edomitas que primeiramente lhes haviam recusado a passagem pela sua terra, agora consentiam, fornecendo-lhes também alimentos para o seu caminho (Dt 2.3-6). Nada se sabe das suas passagens até que chegaram a Zerede, um pequeno ribeiro que corre pelas montanhas até à extremidade ocidental do mar Morto. E partindo daquele Sítio "acamparam-se na outra margem de Arnom, que... é o termo de Moabe, entre Moabre e os Amorreus" (Nm 21.13). E dali se dirigiram para Beer, ou Beer-Elim, o poço dos nobres do povo, onde vendo que estavam quase chegados ao fim do deserto, e na perspectiva duma rápida entrada na Terra Prometida, entoaram o "cântico do poço" (Nm 21.17,18). Os israelitas, após este acontecimento, desbarataram o seu terrível inimigo Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e cujos territórios se estendiam ao longo das praias do mar Morto, e pelo vale oriental do Jordão até ao rio Jaboque. Saindo vitoriosos na guerra contra Ogue, que ganhara os territórios ao oriente do mar da Galiléia, os israelitas apoderaram-se da parte oriental do vale do Jordão. Estas terras conquistadas, sendo boas para pastagens, foram cedidas às tribos de rúben e Gade, e à meia tribo de Manassés, que tinha muito gado; mas foi com a condição de auxiliarem as outras tribos na sua conquista de Canaã, ao ocidente do Jordão (Nm 32; Dt 3.8-20; Js 1.12-18). E por este motivo a seguinte estação foi chamada Dibom-gade, para distinguir de outra Dibom pertencente aos rubenitas (Js 13.17). As ruínas desta povoação, com o nome de Dibom, vêem-se cerca de seis quilômetros ao norte do rio Arnom. Deste lugar caminharam para Almom-Diblatain ou Diblataim, de onde seguiram para as serras de Abarim, em frente do monte Nebo. Finalmente acamparam perto do Jordão, desde Bete-Jesimote até Bete-Sitim, em frente de Jericó (Nm 33.49). E assim terminou uma jornada de quarenta anos, atravessando principalmente lugares desertos, viagem que podia ter-s efetuado nalgumas semanas. ...
23/09/2009 20:58:54
35 Motivos Para Não Pecar
1 - Porque um pequeno pecado leva a mais pecados. 2 - Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus. 3 - Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre. 4 - Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece. 5 - Porque o meu pecado coloca um fardo imenso s ...
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